Os Thundermans.
A Caverna de Macho
Capítulo 2
- Ai!
Max cai de cara no chão, porque as mudanças que eu fiz em seu quarto incluíram tirar a cama de lugar(e, sim, o Max escorregava direto pra cama dele) e trocar o resto da mobília.
- Ei! Fecha a porta quando sair. - Aqui estou eu, pintando as unhas do meu pé e fingindo que nada de absurdo está acontecendo E depois da bronca, volto a fazer o que estava fazendo.
- Mas o que... Sofia! O que você tá fazendo no meu quarto?!
- Tô pintando as unhas do pé.
- Tá bom, mas precisava mudar as minhas coisas de lugar?
- Não. Eu só fiz isso pra te irritar.
O mais legal, é que ele chegou a perguntar o que eu estava fazendo em seu quarto, mas sequer perguntou o motivo deu estar em seu quarto, muito inteligente Max.
- Pera aí.
Boa, moleque!
- Pera aí
Já, já ele descobre.
- Pera aí!
A qualquer minuto.
- PERA AÍ!
Fala logo, inferno!!!!!! Desculpem, me exaltei aqui, peço perdão. Perdão.
- Onde você achou tempo pra fazer isso?
É sério?
- Conheço um cara.
- Um cara?
- Uhum, e o nome dele é papai.
- E o mais importante, por que você está no meu quarto?!
- Como assim?
Eu sou muito filha da puta, né?
- Você sabe o que eu quero dizer.
- Ah, tá. A sua mãe deixou a gente ficar.
- A gente?
- Meus pais e meus irmãos.
- Ah. E em que lugar da casa você vai ficar?
- Aqui,
- Aqui onde?
- No seu quarto.
- Pera aí, tá dizendo que você vai ficar no meu quarto?
- É.
- Comigo?
- É.
- O dia todo?
- É.
- Todos os dia?
- Não todos os dias, só até meus pais encontrarem um lugar legal.
- E até lá, a sua família vai ficar na nossa casa e você vai ficar no meu quarto?
- Tô precisando desenhar?
- Relaxa aí, o garota mal criada. Eu vou falar com a mamãe sobre isso.
- Qual é, Max.
- Eu não acredito que uma garota vai ficar no meu quarto!
- Qual é o problema? Eu disse que só ia ficar alguns dias.
- Você não entende, eu convivo com garotas o tempo todo e o meu quarto era a única coisa que me deixava longe de todas essas coisas. E agora, até isso vocês invadiram!
- Você não têm irmãos?
- Ah, eu até tenho o Billy.
- Ah, então não convive com garotas o tempo todo.
É isso aí eu!
- Mas ele não é suficiente, não somos tão próximos assim. Além do mais você... você suga a minha essência masculina!
- Eu sugo a sua essência masculina?
- É... bom você e a Phoebe... e um pouco a Nora, mas a questão é que eu não aguento viver com tanta mulher!
- Olha, eu tenho duas notícias pra dar pra você. A primeira delas: Eu já acabei de pintar as minhas unhas do pé e vou começar as do outro pé, e a segunda: É que eu também tenho uma irmã.
- Sofia, eu tô falando sério! Em uma casa só de mulheres em que nós, homens, somos minoria, temos que ter o nosso espaço.
- Mas você tem o seu espaço.
- E onde é que ele tá? Por que eu não estou vendo.
Diz Max com um tom desafiador. Depois mostrei o seu lugar no continho do quarto, só com a gaiola do coelho dele(com o coelho dentro, claro)
- Bem ali no cantinho.
- Max, socorro! Essa garota é maluca! - Reclama Colosso.
Colosso era, na verdade, um super - vilão que foi transformado em coelho por uma arma chamada Animalizador(deixem essa arma longe dos veganos) e falando em Animalizador, eu sempre tive uma dúvida. Se era pro animalizador punir o vilão o transformando num animal por que em um coelho? Não podia ser uma barata? A não ser que ele adore comer carne, aí seria uma punição e tanto.
- O que você fez com ele, sua megera?! - Pergunta Max.
- Ah, qual é, eu não fiz nada demais. Ele tá na gaiola e perto da sua cama.
- Ele tá em uma gaiola, no chão e do lado de um colchão.
- Exatamente, nada demais.
- Tá vendo? É por isso que eu não quero dividir o meu quarto com uma garota. Esse quarto era o santuário da minha masculinidade, o meu espaço, o único lugar em que eu podia ficar longe das risadinhas, dos glitters e dos papinhos idiotas sobre garotos. Eu adoro vocês, mas eu preciso do meu espaço. Sabe, o meu cantinho do homem, caverna de macho.
- Caverna de macho?
Só eu que senti uma conotação sexual com esse termo?... Não?... Só eu?... Tá.
- É. E você estragou tudo, porque antes era uma fortaleza impenetrável que cheirava a Testosterona e virilidade, e agora cheira a pétalas de rosa e Estrogênio e a minha cama, coitada, tá usando uma saia!
Tudo bem, eu retiro o que eu disse anteriormente. É pura homossexualidade enrustida mesmo... ou, no máximo, infantilidade. Um dos dois, ou os dois talvez.
- Acabei.
O quê?
- De pintar as unhas do pé.
- Você tá me ouvindo?!
- Tô. Eu tô estragando a sua "caverna de macho" e blá,blá,blá. Olha, não se preocupa eu não vou te envergonhar.
- Acho bom. Mas eu ainda vou falar com a mamãe sobre isso.
- Faça o que quiser.
- Eu vou mesmo!
- Tá.
- Tá.
- Tá.
Durante a nossa conversa super inteligente e rica em detalhes, meu celular vibrou. Era o Peter, meu ex - namorado me mandando mensagem.
- Seu celular tá vibrando. - Avisa Max.
Me dirijo até o meu telefone para ver quem estava mandando mensagem.
- Ah, é o Peter!
Deu pra ver que eu fiquei empolgada, né?
- Quem é Peter?
- Meu ex- namorado.
- Ah. É, gata desse jeito é difícil nunca ter namorado alguém. - Max diz essa última parte baixinho pra eu não ouvir.
- O quê?
- Nada... eu vou falar com a minha mãe.
Assim que Max sai do quarto, eu olhei o meu telefone para ver o que o Peter queria(antes, é claro, de mandar ele fechar a porta para nos dar privacidade) e vi que Peter tinha me mandado 4 mensagens... ele tava mesmo a fim de falar comigo.
- Ei!
- O quê?
- Não esquece de fechar a porta.
- "Oiii"
"Tudo bem?"
" Estou em Hiddenville"
"Tô com saudade"
Ai, caralho. Essa última foi pra me matar.
- Oi, desculpa a demora pra responder, é que eu estava conversando com o Max.
- Tudo bem.
Como você está?
Espera. Quem é Max?
Respondendo a pergunta que ninguém fez, sim. O Peter vai ser mostrado enquanto conversamos virtualmente.
- Ah, é o meu novo colega de quarto. É uma longa história, depois te conto.
- Hum... tá bom.
- Quando foi que chegou em Hiddenville?
- Hoje, no avião do senhor Stark.
- Ah... o Tony.
- Desculpa, So. Eu esqueci q vc gostava muito dele.
- Ele era como um pai pra mim.
- Eu sei, pra mim também. O mais engraçado é q, mesmo q a gnt fosse íntimo, eu ainda chamava ele de senhor Stark.
- Eu pensei que fosse a única pessoa íntima da sua vida kkkkkk.
- Ah, que isso, vc é a melhor. So, posso perguntar uma coisa?
- Claro. O q é?
- Eu sei q vc disse pra deixar essa história desse tal de Max ser o seu colega de quarto de lado, mas eu gostaria de saber mais detalhes sobre ele.
- Vc não brinca em serviço, né?
- Com vc? Nunca. E o meu serviço é sempre bem feito, se é q me entende.
- Ah, eu entendo bem.
- Mas, isso não seria possível sem a melhor parceira sexual do mundo.
- Ah, Pete, imagina.
- Então, quem é ele?
- Bom, o Max é o irmão gêmeo da Phoebe.
- Hum, e por que vc tá no quarto dele?
- Porque eu preciso de um lugar pra ficar até o meu pai encontrar uma casa. Então a Barb, mão do Max e da Phoebe, ofereceu a casa dela até eu e a minha família encontrarmos uma casa aqui em Hiddenville.
- Hum, uma resposta bem elaborada. Q excitante.
- Achou isso excitante?
- Tudo q vc faz é excitante pra mim.
- É excitante até me ver cagando?
- Claro. Vc lembra q quando a gnt namorava, eu fazia a chuca em vc assim que vc saia do banheiro?
- Ô se lembro.
Em dado momento da conversa, Peter começou a responder usando uma voz sexy. Não que estejamos conversando pessoalmente mas... ah, vocês entenderam.
- E vc gostava disso? Pq eu adorava.
- Sim.
- Mas So, pq vc não ficou no quarto dessa tal de Phoebe?
- Na verdade, a ideia da Barb era pra eu ficar no quarto da Phoebe, já que eu e ela somos meninas.
- Então, pq vc tá no quarto dele?!
- Pq a Phoebe disse q seria melhor eu ficar no quarto do Max, pq vc sabe, ele é mto sozinho então ela pensou q eu poderia fazer companhia pra ele(mas, cá pra nós, acho q ela fez isso pq ela sabe q eu e ele não nos demos bem desde o primeiro dia de aula).
- Hum, entendi. Desculpa por gritar, é q eu estava...
- Estava o q?
- Preocupo. É eu... tava preocupado com vc... pq vc é minha grande amiga. Apesar... apesar da gnt ter terminado ainda somos amigos. Ainda somos amigos, né?
- Somos, claro.
- Ah, que alívio. Então, quer dizer q essa tal de Phoebe queria fazer o irmão sofrer e por isso vc está no quarto dele? Gostei dessa garota.
- ... gostou é?
- Ah, bem menos q vc, So.
- Relaxa, eu tô brincando. A gnt... a gnt terminou... lembra?
- Como eu poderia esquecer de algo em q não paro de pensar?
- Ah, Peter. Eu sei q dói, mas vc precisa entender q o foi melhor pra vc... pra sua segurança.
- Ah, tá. E vc?
- Eu o quê?
- Vc vive dizendo o quanto o nosso término foi o melhor pra mim mas... foi bom pra vc?
- Como assim, Peter?
- Bom, vc está... está feliz por terminado?
- Não, é claro q não. Mas... foi preciso... pra sua segurança.
- So, vc tá sempre pensando no outros e em mim... mas nunca em vc.
Ah Peter... por que terminei com você? Tá, eu sei o porquê.
- Q amor. Peter...
- Fala.
- Quando vc me mandou aquela msg dizendo "tô com saudade" do q vc tava com saudade, exatamente?
- Ah... é q... eu queria dizer q... q eu tava com saudade da gnt conversar, sabe?... da nossa amizade.
- Só da amizade?
- Sim, sim. Só da amizade. Pq o lance do término, bom eu... eu já superei. Eu só tava mesmo preocupado com vc.
- Ah... tudo bem então.
Eu sei que eu tô parecendo uma sonsa acreditando que o Peter superou o nosso término, porque quem está bem, de verdade, não fica usando reticências entre as palavras. E, bom, geralmente, eu não sou assim. Mas eu acreditei porque o Peter tinha começado a namorar a Michelle Jones Watson(MJ) era o seu apelido, assim que eu saí de Nova York.
Michelle era da nossa escola em Midtown, quando eu morava em Nova York. Ela era minha amiga e colega( e mesmo sendo da mesma turma de Peter, eles não andavam juntos, nem conversavam inclusive, mas ela sempre teve uma queda por ele, porém nunca admitiu até começarem a namorar. Por isso que eu pensei que ele tinha me esquecido. Mas a verdade é que ele não me esqueceu, só que esse é um assunto para mais tarde. Então, sem perder tempo, perguntei sobre a relação deles.
- E aí, como vão vc e a Michelle?
- Não vão. Eu terminei com ela.
Deu pra ver a felicidade estampada no meu semblante quando o Peter falou isso, mas, como eu e a MJ somos amigas, eu não podia ficar feliz com isso. Então, fingi estar triste e surpresa.
- Nossa, mas pq?
Eu sou muito filha da puta, né? Como se eu não estivesse pulando de alegria.
- Não tava dando certo, sabe?
- Ah, sinto muito.
- Obrigado. Sabe nós... nós éramos mto diferentes.... e eu ainda...
- Vc ainda o q?
- É q... eu ainda não tô pronto pra voltar a namorar. Eu vou focar mais na escola e na minha vida como Homem - Aranha.
- Ah, tá bom.
E enquanto nós estávamos conversando, Peter estava se perguntando em sua mente porque não disse que ainda me amava e por isso terminou com a Michelle.
- " Por que eu não falei pra So que eu ainda a amo?"
Viram? Ah, eu sou muito boa nisso, rapá!( tudo bem que sou eu que estou contando a história, portanto, eu sei tudo que vaia acontecer) Então... é, sigamos em frente.
Enquanto seguíamos conversando, Max voltou para seu quarto(digo, nosso) e ele não parecia nada feliz. Adoro isso.
- Muito bem, eu já falei com a mamãe.
- E?
- É, você vai ficar.
- Mas foi o que eu disse.
- Mas se você vai ficar aqui, vai ter que seguir algumas regras.
- Tá legal. E quais seriam elas?
- Não fale comigo, só me responda quando eu te perguntar alguma coisa, não invada meu espaço e não mexa nas minhas coisas.
- Fechado.
- Ótimo.
- So, pq parou de falar cmg?
Tá tudo bem?
Não q eu esteja preocupo, mas eu tô preocupado.
So. - Interrompeu Peter.
Pois é, então, uma coisa que vocês precisam saber sobre o Peter é que ele é um pouquinho obcecado por mim, mas sabem o que é pior? Eu adoro. E, obviamente, depois de ouvir várias vibrações do meu celular, eu dei uma olhada pra ver o que o Peter estava escrevendo.
- Desculpa pela interrupção, Pete. É q o Max chegou.
- Ah... e o que ele quer? - Pergunta Peter, enciumado.
- Ele tá bravo pq vai ter q dividir o quarto cmg, ele até foi falar com a mãe dele por causa disso.
- Se eu fosse ele, ficaria feliz por dividir o meu quarto com vc.
- Ele impôs algumas regras pra mim.
- Que regras?
- Acho que era pra não falar com ele, só pra responder pra ele quando ele perguntar alguma coisa, não invadir o espaço dele e não mexer nas coisas dele.
- Q idiota.
- Tá falando com quem? - Indaga Max.
- Peter, meu ex - namorado.
- Ah, que fofo. Então, pergunta pra ele porque que a ex dele é tão chata.
- Bobão.
- Eu vou nessa. Não quero ficar aqui e ouvir esse papo de mariquinha.
Assim que Max sai, continuo minha conversa com Peter.
- E aí, como vão as coisas? Fora o término com a MJ?
- Vão mto mal sem vc. - Responde Peter.
Ih! Ele soltou a bomba.
- Sem mim?
Ai, caralho.
- É pq... vc é minha grande amiga e... faz mto tempo q a gnt não se vê então...
- Ah, tá.
Eu não acredito que eu caí nessa.
- Além do mais, ele foi horrível até no meu primeiro dia de aula na escola Hiddenville High School, apesar deu ter conhecido várias pessoas legais.
E enquanto eu falava do Max, Peter pensou consigo mesmo.
"Hum, ela continua falando nesse tal de Max, eu preciso cortar o mal pela raiz.
- Então, vc não gostou de conhecer ele, não é?
- Não. Ele foi mto grosso cmg, aliás, ele ainda tá mto grosso cmg. Ele não gostou nem um pouquinho de me conhecer.
- Já eu gostei até demais de te conhecer, né?
- É vdd. Apesar deu também ter gostado mto de te conhecer.
- So, escuta. Para de pensar nesse cara, se ele tá te aborrecendo pede pra essa tal de Barb te tirar do quarto dele.
- Vc não gostou nada de saber q eu estou dividindo o quarto com ele, né?
- Não, nem um pouco.
- Pq? Ficou com ciúme?
- Não. É q vc mencionou q esse garoto foi mal com vc, e quem sabe o q esse garoto pode fazer com vc. Eu só... só quero te proteger.
- Vc é um amor. Mas eu sei me defender.
- Eu sei. E obrigado, So.
Peter estava conseguindo disfarçar bem o fato de não estar mais apaixonado por mim, até que ele deu uma leve escorregada quando eu perguntei pra ele se ele se lembrava de quando a gente se conheceu.
- Peter.
- O que é, paixão? Ah, quer dizer, So.
Não posso dizer que não fiquei animada com isso, mas eu tinha que deixar o Peter longe da minha situação atual para sua própria segurança. Então, me fingi de tapada.
- Vc lembra do dia em q a gnt se conheceu?
- Tá perguntando do dia em q eu descobri q vc era agente da S.H.I.E.L.D ou quando vc era uma ladra de bancos, que se denominava como Felícia Hardy?
- Quando eu era agente da S.H.I.E.L.D, até pq foi a gnt se conheceu de vdd. Quando eu falsificava o meu nome para não ser pega, a gnt só se pegava.
- Ah, tá. Lembro como se fosse ontem. Aliás, só pra constar, eu adorava quando a gnt se pegava.
- Foi quando eu comecei a trabalhar com o Tony Stark, entrei para os Vingadores.
- E tb foi quando a gnt aumentou a quantidade de sexo, lembra?
- Lembro. E eu adorava.
Para quem tá meio perdido no que tá acontecendo, eu vou esclarecer as coisas. Há tempos eu fui contratada pela agência S.H.I.E.L.D. Inicialmente, S.H.I.E.L.D queria dizer Supreme Headquarters of International Espionage and Low - Enforcement Division. Em Português virou Serviço Hiper secreto de inteligência e Divisão de Execução da Lei. Porém, em 1991 a sigla mudou para: Strategic Hazard Intervation, Espionage, Logistic, Directorage. Que em Português virou Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão.( e, sinceramente, pra que complicar tanto?) Mas, enfim vamos ao que interessa, após uma indicação da ONU(Organização da Nações Unidas) os Estados Unidos Tony Stark foi escolhido como novo diretor da agência devido a sua atuação e capacidade de comando à frente do grupo Pró- registro durante a Guerra Civil(longa história, depois conto pra vocês)
A partir daí, Tony se tornou o diretor da S.H.I.E.L.D, com Maria Hill (na qual ele teve um caso) como sua imediato. Durante sua direção, Tony fica impressionado com minhas habilidades(claro que ele não sabia com eu as usava) e me fez uma proposta para entrar na agência. E como Tony já conhecia Peter e o considerava seu filho, também entrou para a S.H.I.E.L.D. Ele dirigiu a S.H.I.E.L.D até sua queda em 2014. Após a queda da agência, entrei para os Vingadores, que são um grupo de super - heróis que se uniram para proteger o mundo das forças do mal. Que depois eu tive que abandonar porque peguei um ser alienígena que queria destruir o Homem - Aranha, e como eu estava envolvida romanticamente com o Peter, deixei Nova York e me mudei para Hiddenville na Califórnia, longe o suficiente para que ele não possa conviver com esse monstro que se apossou de mim. Mas, enfim, vamos voltar para a história
- E vc lembra quando entro pros Vingadores, So?
- Claro. Foi quando, oficialmente, começamos a namorar, e tb foi quando vc esqueceu a Liz.
- E como esqueci.
Liz era uma garota que estudava no Midtown High School junto comigo e com a Michelle, ela era a paixão secreta, que não era tão secreta assim já que ela sabia no fim das contas, de Peter Parker, mas a garota que desvirginou Peter Parker fui eu. Eu não fui exatamente a primeira namorada de Peter, foi uma tal de Betty Brant, mas não a Betty Brant que vocês conhecem, ela era secretária de João Jonhan Jameson Jr. ou J.J. Jameson como é mais conhecido( cara, não dá pra pensar nesse nome e não imaginar um Brasileiro, mas ele não é) no Clarim Diário, um dos jornais de Nova York.
Aqui nós temos o Hiddenville hoje. Porém, eles ficaram pouco tempo juntos quando ela pensou que Peter se importava mais com a Liz do que com ela... e talvez eu tivesse ajudado desde que ela descobriu pelo próprio Peter uma possível traição. Em minha defesa eu me senti mal quando soube disso e parei de vê-lo(mas a gente flertava um um com o outro, só que não ficávamos mais) e ele demorou pra gostar de mim, porque ainda era vidrado na Liz(nossa, que palavra velha). Sem falar que Peter e Liz também ficaram pouco tempo juntos, porque o pai de Liz queria ganhar dinheiro de forma ilegal, o Peter descobriu que era o pai da namorada que se envolvia com bandidos e... digamos que eu me envolvi um pouco demais nessa história, daí a Liz se mudou de cidade, o pai foi preso e eles acabaram.
- Mas, eu acho q ajudei um pouquinho.
Peter dá um sorrisinho e responde que não foi nada disso.
- Vc não ajudou nada não. Sabe, eu e a Liz... éramos de mundos diferente. Era de se esperar q não fosse dar certo.
- Sei. Vc só tá falando isso pq me conheceu, né?
- ... talvez...
- Mas enfim vc lembra da Alison, né?
- Sua ex - colega de quarto vegana? Lembro sim, vc já me falou dela. Alison, né?
- É. Eu me tornei colega de armário dela junto com... o carinha q vc já conheceu.
- O Max? Seu armário fica entre o dela e o... daquele cara?
- Fica, mas a questão não é essa.
- Então, qual é a questão?
- A questão é que ela tava olhando pra mim de uma maneira estranha.
- Estranha como?
- Tipo do mesmo jeito q vc olhava pra mim quando a gnt namorava.
- Sério? Q estranho.
- Foi depois q eu a abracei e pedi desculpas por atazanar tanto ela no passado.
- Ah, então tá explicado.
- Tá explicado o quê?
- O porquê dela ter ficado hipnotizada. Quem não ficara? Voxe é uma quiatula inquível.
Uma coisa que muitos não sabem, é que Peter gostar de falar com voz de bebê comigo às vezes. Muita gente considera isso irritante e, eu não as culpo, também acho irritante, mas acho fofo quando é com o meu Peter. Sem falar que ele gosta de agir como um bebezinho quando está perto de mim. também, é bizarramente fofo.
- Ah, obrigada, meu bebezão fofo.
- Há quanto tempo vcs não se viam?
- Sei lá. Há anos, pq?
- Hum, acho q ela só deve ter ficado emocionada ao ver vc depois de tanto tempo.
- É. Pode ser.
- Vcs duas estão na mesma série?
- Estamos.
- Hum, entendo. Entendo.
- Entende o que, seu bobo? Hahahaha.
- Nada, eu só queria te fazer rir.
- Ah, tá.
- Tá dando certo?
- Tá sim, seu sapequinha.
Naquele instante, eu sabia que Peter, em sua mente, ia escrever uma coisa bem suja pra mim, depois deu ter chamado ele de "sapequinha". Só que, como na época eu achava que ele tivesse me esquecido, eu nem cogitei que ele fizesse esse tipo de comentário sujo pra mim. Mas ele acabou desistindo do comentário porque não queria forçar a nossa amizade. Ele até chegou a escrever, mas apagou.
Depois, nossa conversa é interrompida por tia May, que chama Peter para ir jantar.
- Peter, hora de jantar!
- Já - Se surpreende Peter. - O tempo voa quando a gente se diverte.
E se despede de mim.
- So. Minha tia tá me chamando pra jantar.
- Já?
- Pois, é. Eu tb me assustei.
- Nunca vou me acostumar com jantando tão cedo.
- 18h é cedo pra vc?
- Pra jantar, sim.
- É que aqui é costume jantar às 18h.
- Eu sei. É pra dar espaço pro lanchinho da meia noite.
- A que horas vc jantava no Brasil?
- Às 22h.
- Vc não tinha lanche da meia noite?
- Eu tinha café da tarde. Lá nós só temos 3 refeições por dia. A não ser na minha casa que tem 4.
- Tá bom. Boa noite, amor... ah, quer dizer, So.
- Boa noite, Peter.
- Tô indo tia May!
Peter abre a porta, desce as escadas e vai para a mesa de jantar.
- Oi, desculpa a demora. Eu tava conversando com a So.
- Ah, que bom. E como é que ela está?
- Tá ótima. Nossa tô cheio de fome.
- Fico feliz em saber disso. Chomp.
- Bom, na verdade tem uma coisa... que eu preciso contar.
- Oh, não tô gostando do rumo dessa história. O que houve, Peter?
- A So... tá com problemas com um garoto.
- Ah, Peter. Eu lamento.
- Lamenta o quê?
- Parece que ela enfim te esqueceu, não é?
Parece que o Peter se assustou um pouco demais com o que a tia May acabou de falar.
- O quê? Não, ela não me esqueceu. Nós só... estamos dando um tempo na nossa relação.
- Vocês terminaram, Peter. Precisa aceitar.
- Eu sei. É que... sei lá... às vezes é difícil acreditar... que acabou.
Tia May pega na mão de Peter para acalentá-lo.
- Peter, olha eu sei que é difícil, vocês passaram por muita coisa e quando as coisas pareciam que iam dar certo aquilo... - Tia May dá uma pausa em seus pensamentos, lacrimeja os olhos, depois continua. - Aquilo aconteceu e fez vocês terminarem, mas você precisa superar.
- Eu sei, tia. Eu sei. Mas é que ficamos tão pouco tempo juntos. Bom, por pouco tempo do meu ponto de vista, né? Do ponto de vista dela, a gente já tava há um tempo.
Peter dá um suspiro e continua. - A verdade é que eu demorei muito tempo pra esquecer a Liz... tempo até demais. E... quando eu me toquei do quanto a Sofia era incrível... e eu achei que teríamos o nosso felizes pra sempre snif... ela foi tirada de mim. E...
Peter faz uma pausa quando vê sua tia chorando baixinho.
- Ah, tia May, eu sinto muito. Eu... tinha esquecido.
- Não, não tudo bem. Eu... - Tia May dá um suspiro e continua. - Tá tudo bem.
- Mesmo?
- Mesmo. Tá tudo bem. Não se preocupe. Agora coma, você mal tocou na comida.
- Ah, é verdade. Acho que falar da So me fez perder a fome.
- Então, qual é o problema entre a Sofia e aquele garoto?
- Que garoto?
Peter, eu te conheço. Você sabe qual garoto a sua tia tá falando.
- Aquele que você mencionou que está com problemas com a Sofia.
- Ah, tá lembrei.
Sei. Me engana que eu gosto. Aliás, jura que você caiu nessa, tia May?
Então Peter dá uma resposta atravessada para tia May, mesmo sem ter a intenção de ser grosso.
- E não é ele que está com problemas com ela, é ela que está com problemas com ele.
- Ah, desculpe. - Responde tia May, sem graça.
- Foi mal, tia May. É que... aquele cara me deixa muito nervoso.
- É mesmo? E por quê?
- Ah, porque ele tá sempre irritando ela chomp e agora eles tão dividindo um quarto lá em Hiddenville, sem fala que eu acho que ele tá a fim dela.
- Hum, e por que acha isso?
- Porque ele tá sempre irritando ela.
Enquanto tia May termina o jantar. Peter decide ir para seu quarto para fofocar com o seu melhor amigo Ned sobre os acontecimentos do dia.
- Ai, tô satisfeito, tia May.
- Mas você não comeu nada, Peter.
- Eu como uma coisinha no meu quarto.
- Não, não, não. Senta e termina o seu jantar.
- Mas, tia May...
- Nada de mais, senta e termina seu jantar.
- Sabe o que que é, é que eu lembrei que eu não acabei o trabalho de casa.
- Devia ter terminado o seu trabalho antes do jantar.
- Eu sei, mas...
- Nada de mais, Peter. Você precisa ficar saudável para conciliar sua vida de Homem - Aranha com a do ensino médio e pra isso você precisa se alimentar bem.
- Tia May, por favor. Eu tenho que terminar esse trabalho, é pra amanhã.
- Tá bom. Então, leva o prato pro seu quarto e termina de comer lá.
- Tá bom.
Peter dá um beijo na testa de sua tia e sobe, todo contente, para seu quarto.
- Smack. Boa noite, tia May.
- Não corra na escada!
- Desculpa, tia May!
Chegando em seu quarto, Peter liga para Ned para falar as novidades, ou seja, eu.
- Alô, o Ned tá aí?
- Aqui é a Sra. Leeds. - Responde a mãe de Ned.
- Ah, oi Sra. Leeds. O Ned está?
VOCÊ LIGOU PRO FIXO, SUA ANTA?! DEVIA LIGAR PRO CELULAR!
- Sim, está.
- Pode chamá-lo, por favor?
- Claro.
- Alô, quem fala? - Pergunta Ned.
- Oi, Ned. É o Peter.
- Ah, oi Peter. Como é que você tá?
- Eu tô bem. Escuta, por que a sua mãe atendeu o telefone?
- Porque você ligou pro telefone fixo.
- Ah, é verdade. Chomp, da próxima vez eu ligo pro seu celular.
- Tá comendo?
- Ah, é. Tô sim, é que eu não terminei o jantar. É que eu tava muito ansioso pra te contar as novidades e a tia May não me deixava sair da mesa sem terminar o jantar.
- Ah, e quais são as novidades?
- Eu falei com a So. - Diz Peter, explodindo de emoção. - Eu falei com a So!
- Ah, que legal, Peter. E você conversou com ela como? Na internet ou pessoalmente?
- Não. Infelizmente, foi só pela internet.
- Hum, e como é que ela tá?
- Tá mais ou menos, tem um cara chato implicando com ela.
- Implicando como? Ele faz bullyng com ela?
- Não, quer dizer, eu não sei. A gente não conversou muito sobre isso. Quando ela começava a falar dele, eu já cortava o papo.
- Sentia ciúme dela falando do cara?
- Chomp. Eu? Não. Eu e a So terminamos e... foi mútuo. Nós... nós, realmente, vimos que do jeito que tava, não dava pra continuar.
- Sei.
- Enfim, ela tá dividindo o quarto com ele, sem falar que ela tá na mesma escola e série dele.
- Deixa eu adivinhar, você não gostou nadinha de saber disso. Não tô certo?
- Não, não gostei mesmo. Chomp mas eu confio nela, só não confio nele. Eu sei que não vai acontecer nada entre eles.
- E, mesmo que acontecesse, vocês terminaram, ela pode ficar com quem quiser.
- Ah... é... é claro.
- Parece que você não tá muito contente com isso, né?
- Eu? Ah... é que... ele é muito mal com ela e chomp isso me deixa triste, mas é só.
- Tem certeza?
- Tenho. Absoluta.
- Tá bom. Então, eu também tenho uma novidade, eu tô namorando. O nome dela é Vitória e ela...
- Ah, tá que incrível. Bom, chomp eu tenho que dormir cedo pra encontrar a So na escola.
- Peter, você tá me ouvindo?
- Ah, tá, tá, tá. Claro que tô, você tá namorando.
- Hum, e qual é o nome dela?
- ... ah, o nome dela é...
- Vitória.
- Vitória! Viu como eu prestei atenção?
- Sei.
- Então, Ned chomp eu tenho que desligar, eu preciso...
Enquanto Peter se despedia de Ned, avistou Max indo para seu quarto.
- Preciso fazer uma coisa amanhã bem cedo.
- Tá bom e aí, comeu direitinho?
- Sim, mamãe. Boa noite.
- Boa noite.
Peter então desce as escadas para avisar a tia May que irá dormir e lhe dá um beijo de boa noite na bochecha.
- Já acabei de comer, tia May. Smack, boa noite.
- Oh, oh, oh. Espera aí, mocinho. Você não comeu nada.
- Eu como melhor amanhã. Vou indo dormir.
- Vai dormir tão cedo?
- Vou. Eu vou me encontrar com a So amanhã na escola e eu preciso ficar bem descansado.
- Ah, entendi. Então, vai, vai dormir pra encontrar sua garota.
- Obrigado por entender, tia May. Boa noite.
Então Peter vai para seu quarto.
- Mas eu vou levar um lanchinho pra você mais tarde!
- Tá bom.
- Te amo!
- Eu também te amo!
Então, Peter me manda uma última mensagem.
- Boa noite, So. Vou dormir. Bjo.
E quando recebi a mensagem, é claro que eu respondi com um emoji de beijinho. O que, talvez, tenha sido um erro da minha parte, porque, provavelmente, alimentou as esperanças de Peter para um possível retorno à nossa relação, o que eu não sei se vai ser possível dado as devidas circunstâncias. Enfim, cometi o mesmo erro que toda mulher já cometeu ao longo da vida, mas tudo bem sigamos em frente.
- Boa noite, Pete. - Embora eu ter chamado ele pelo apelido carinhoso de Pete, tenha ajudado também.
- "Ela... ela me chamou de Pete e mandou um emoji de uma carinha mandando beijinho . Será que... que ela quer voltar comigo?" - Pensa, Peter. - "Relaxa, amigão. Agora não é hora"
Nossa hahahaha só quem tem mente suja, pegou essa.
- Bom, amanhã eu respondo. Boa noite, Karen.
- Boa noite, Peter. - Responde Karen.
Karen é a inteligência artificial criada por Tony Stark e por mim(e batizada de Karen por Peter) E só isso mesmo.
- Karen.
- O que é, Peter?
- Você me acha assustador por ter me mudado pra essa cidade pra seguir a So?
- Assustador não, mas não foi nada certo o que você fez, Peter.
- Eu sei. Mas... é que a saudade bateu tão forte... que eu não pude suportar a dor.
- Pretende contar isso à ela algum dia?
- Talvez um dia. Bom, agora vou dormir. Boa noite de novo, Karen.
- Boa noite, Peter.
Peter deita em sua cama, mas antes de apagar a luz, pega uma foto minha que estava em cima de sua cômoda e dorme com ela. Ai, que fofinho! Sofia, se controla.
- So, eu sempre vou amar você, mesmo que você não possa estar comigo ou não me ame mais, eu ainda vou te amar pra sempre.
continua.
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